quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Expressões Corporativas em Inglês





Todo mundo já participou ou vai participar de uma reunião de trabalho, atividade normal para quem pretende ter sucesso na carreira profissional. E no mundo dos negócios, muitas palavras e termos técnicos utilizados em diversos temas nestas reuniões tem orgiem na língua inglesa.
Por isso, o blog dos Apaixonados por Idiomas traz hoje um vídeo que vai te explicar algumas destas palavras. Tudo para você entender de vez ou já ir se familiarizando com as expressões corporativas que vai encontrar ao longo de sua carreira.

Vamos lá?

Fonte: Transparent Inglês

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Como aprender inglês no YouTube



     Além de assistir, comentar e compartilhar vídeos, você já pensou em estudar inglês no YouTube? Para quem ainda não sabe, a rede conta (já há algum tempo) com um inovador sistema de Closed Caption, ou seja, permitindo a inclusão de legendas feitas pelo editor do vídeo. Sendo que alguns incluem legendas em vários idiomas, inclusive o português.
     
     Veja uma explicação detalhada de como funciona:


domingo, 31 de julho de 2011

    Empresas criam seu próprio “Facebook” para melhorar a comunicação entre funcionários

     Redes sociais corporativas abrem espaço para discussão, mas pede regras de conduta

     Imagine o perfil em uma rede social cujo dono publica fotos do último evento da empresa em vez de fotos da balada. O botão “Curtir” é usado em tópicos que discutem novos projetos da companhia em que se trabalha e uma das pessoas “seguidas” é nada menos que o presidente mundial da corporação. 
    Uma página assim poderia ser, com exagero, o Facebook ou o Twitter de um trabalhador apaixonado pelo que faz, mas perfis assim existem. Trata-se de páginas encontradas em redes sociais corporativas, desenvolvidas especialmente para serem usadas entre funcionários das empresas e às vezes abertas também a colaboradores indiretos. 

     O objetivo da adoção desse tipo de recurso é tornar mais eficiente a comunicação interna entre várias áreas de grandes empresas, sem o tom estritamente formal de reuniões.

    Com uma rede social focada no trabalho, as companhias buscam oferecer um espaço para debates, estimulando a inovação a partir da colaboração e interação entre pessoas com interesses comuns, mesmo quando estão a milhares de quilômetros de distância.

    Carolina Terra, pesquisadora de mídias sociais e comunicação organizacional, explica que as redes sociais corporativas apareceram no Brasil após algumas companhias usarem blogs corporativos para “quebrar o gelo” entre presidentes, diretores e seus funcionários. Prática que começou em meados de 2008.
- Ao mesmo tempo em que a rede social corporativa encurta as distâncias para a colaboração e tem um tom informal, sem deixar de ser profissional, permite que os gestores tenham um diferencial em relação a uma troca de e-mails, por exemplo.

Segundo a pesquisadora, “a rede interna oferece um retorno em tempo real sobre as ideias e os projetos de seus usuários”.

Siga o presidente da empresa 
A exemplo da análise de Carolina, a Dell implantou o Chatter, uma rede social corporativa que permite a comunicação entre várias unidades da empresa espalhadas pelo mundo. Para facilitar o uso, a companhia desenvolveu a rede com recursos parecidos com o que existe nas mais tradicionais, como Facebook, Orkut e Twitter.

Pelo Chatter, é possível criar um grupo público - para todos os participantes - ou privado, quando apenas seus contatos visualizam as publicações. A interação pelo Chatter permite ainda seguir e ser seguido por Michael Dell, presidente mundial da empresa e “curtir” as publicações, além de compartilhar e editar arquivos em grupo.

Ana Evangelista, gerente de comunicação corporativa da Dell Brasil, diz que o fato de a empresa ter uma rede interna com funções comuns com as redes sociais tradicionais facilita a adesão dos funcionários.

- Temos uma apresentação que funciona como um tutorial para que o novo usuário conheça as funções, mas os recursos são intuitivos e interativos. É uma forma direta de se comunicar sobre assuntos de trabalho, o que não acontece no Facebook, por exemplo.

Profissional x pessoal 
Por serem relativamente novas, as redes sociais corporativas são mais comuns em empresas que lidam com tecnologia. As companhias têm basicamente duas opções: desenvolver do zero uma rede com desenho e funcionalidades feitas sob medida ou recorrer a serviços pagos que oferecem a plataforma técnica, já com funcionalidades de bate-papo, fórum, e álbuns, bastando apenas que a empresa mude o visual de acordo com a sua marca.

A empresa de software TOTVS investiu recentemente na criação de uma rede exclusiva em que seus usuários têm acesso integrado ao seu Facebook, Twitter, YouTube e LinkedIn. A mudança do perfil pessoal para o profissional acontece em apenas um clique.

Para Rafael Ramos, mestre em sistemas de gestão, essa integração funciona e, diferentemente do que se imagina, não tira o foco do objetivo da rede corporativa, que é discutir assuntos profissionais.

- Se o usuário for bem orientado, ele vai saber usar bem as duas coisas. Desligar o mundo externo e fazer com que as pessoas se relacionem apenas com a empresa é um erro.

Segundo Ramos, dosar os interesses profissionais e pessoais discutidos nas redes sociais é um desafio para as empresas.

- Porque quando você cria uma barreira do profissional com o mundo de fora naturalmente se cria uma barreira de coisas novas que o profissional pode buscar lá fora e trazer para e empresa.

RH dá dicas de como proceder nestas redes 
Os cuidados usados em uma rede social corporativa devem ser basicamente os mesmos ao se usar a internet, de acordo com uma especialista em Recursos Humanos ouvida pelo R7. Assuntos extremamente pessoais como valores de salário, intimidades e linguagem vulgar não devem ser publicados.

Para a consultora de RH, Andrea Huggard-Caine, a implantação de uma rede social corporativa pode não ser tão fácil quanto parece, pois pode implicar em dificuldades de adaptação dos funcionários.

- Por ser um recurso novo, nem sempre fica claro o que é social e o que é trabalho. Redes sociais têm um componente de voluntariado. A pessoa tem que querer participar.

Andrea cita que uma boa maneira de o funcionário aderir, é a empresa estimular o hábito de usar a rede social corporativa.

- Mais do que treinamento, é uma questão de estimular o hábito. A rede social tem que ter um benefício real no dia a dia, que costuma ser bastante corrido nas corporações.


FONTE: www.r7.com.br


O que é a circular de oferta de franquias?

Conhecido como COF, o documento estabelece todas as condições do negócio


Caderno e caneta

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O que é a circular de oferta de franquias?
Respondido por Claudia Bittencourt, especialista em franquias
São Paulo - A COF (circular de oferta de franquias) é tão importante que a lei de Franquias, Lei 8.955/94, destaca todas as informações que devem ser inseridas nela e assegura ao interessado o prazo mínimo de dez dias para analisá-la sem correr o risco de perder o negócio.
É na COF que estão as informações que formarão o conhecimento do interessado sobre o negócio, como o histórico resumido, forma societária e nome completo ou razão social do franqueador e de todas as empresas a que esteja diretamente ligado, bem como os respectivos nomes de fantasia e endereços.
Informações financeiras, como balanços e demonstrações financeiras da empresa franqueadora relativos aos dois últimos e indicação precisa de todas as pendências judiciais em que estejam envolvidos o franqueador, as empresas controladoras e titulares de marcas, patentes e direitos autorais relativos à operação.
Uma descrição detalhada da franquia, com a visão geral do negócio e das atividades que serão desempenhadas pelo franqueado, o perfil do franqueado ideal e os requisitos quanto ao envolvimento direto do franqueado na operação e na administração do negócio também devem estar na COF.
Outras especificações são essenciais, como o total estimado do investimento inicial necessário à aquisição, implantação e entrada em operação da franquia, o valor da taxa inicial de filiação ou taxa de franquia e de caução e o valor estimado das instalações, equipamentos e do estoque inicial e suas condições de pagamento.
A COF deve trazer informações claras quanto às taxas periódicas e outros valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador, detalhando as respectivas bases de cálculo e como serão usados. Esta lista inclui a remuneração periódica pelo uso do sistema, da marca ou em troca dos serviços efetivamente prestados pelo franqueador ao franqueado (royalties), o aluguel de equipamentos ou ponto comercial, a taxa de publicidade ou semelhante e o seguro mínimo.
Para informar o candidato, a COF traz a relação completa de todos os franqueados da rede, bem como dos que se desligaram nos últimos doze meses, com nome, endereço e telefone.
Em relação ao território, deve ser especificado se é garantida ao franqueado exclusividade ou preferência sobre determinado território e se há possibilidade do franqueado realizar vendas ou prestar serviços fora de seu território ou realizar exportações.
O documento fala ainda de informações claras e detalhadas quanto à obrigação do franqueado de adquirir quaisquer bens, serviços ou insumos apenas de fornecedores indicados e aprovados pelo franqueador, oferecendo ao franqueado relação completa desses fornecedores.
É na COF que o franqueado conhece os seus direitos e o que via receber do franqueados, como supervisão de rede, orientação, treinamento, manuais de franquia, auxílio na análise e escolha do ponto e layout e padrões arquitetônicos nas instalações.
Ainda como proteção, o franqueado conhece a situação da marca e patentes perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Fica definido no documento como o franqueado deve agir caso o contrato expire e quais informações são consideradas segredo de indústria. Por fim, a COF traz um modelo do contrato-padrão e, se for o caso, também do pré-contrato-padrão de franquia adotado pelo franqueador, com texto completo, inclusive dos respectivos anexos e prazo de validade.
O que fazer quando o franqueador não dá o suporte que prometeu?


Claudia Bittencourt é especialista em franquias e diretora e sócia-fundadora da Bittencourt Consultoria. 



FONTE: EXAME ONLINE @EXAME

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não Quer Ser Enganado? Aprenda Contabilidade.

Images (1)Se eu fosse Ministro da Educação, eu tornaria obrigatório um curso introdutório de Contabilidade para todo curso médio.
Permitiria todos cuidar melhor de suas finanças, e não ser enganados por trapaceiros. 
Mas mais importante, quem estuda Contabilidade observa o mundo sempre de dois ângulos, o famoso ângulo do débito e o ângulo do crédito.
A maioria das demais ciências olha o mundo de um único ângulo, da matéria, da economia, do ponto de vista do trabalhador. São ciências unidimensionais.  
Depois de ser treinado em Contabilidade, você sempre questionará alguns conceitos que contagiam a mente das pessoas. 

Quando alguém me diz que possui um Direito Adquirido, eu sempre respondo "Contra Quem?"
"Como contra quem, contra ninguém, é um direito meu.", como no caso da aposentadoria. 
Mas um contador saberá que os aposentados se aposentam retirando dinheiro da nova geração, o famoso pacto entre gerações que vocês nunca assinaram. 
O direito de um é a obrigação do outro. Débito e Crédito. 
Quando compramos um título público de R$ 100.000,00 sempre questionamos para onde vai este dinheiro, e como o governo vai nos devolver um dia o empréstimo. Compramos um crédito sem saber onde será o débito.
A maioria das pessoas não faz isto, e não sabe que o dinheiro é usado para pagar aposentadorias ou juros de investidores anteriores. Em vez do débito ser um investimento de longo prazo, é uma despesa que desaparecerá para sempre.
Por isto, prefiro comprar ações de empresas sérias, onde o crédito vira um investimento como débito. Os R$ 100.000,00 vão ser investidos em equipamentos produtivos. 
Existem inúmeras situações onde é importante você ver estes dois ângulos sem pensar, como reflexo instintivo.
Débito. Onde foi o dinheiro?
Crédito. De onde veio?
Débito. Para quem é?
Crédito. Quem deu?
Débito. Se eu entrei.
Crédito. Como vou sair? (de um investimento, de uma sociedade, de um contrato) 
Débito. Direitos.
Crédito. Obrigações.
Débito. Se não paguei.
Crédito. Como será a dívida?
Nenhuma outra ciência faz isto, olhar o mundo de dois ângulos continuamente.
Quando um corretor vem nos vender no lançamento um terreno na praia, nós imediatamente pensamos como iremos vender este mesmo terreno no futuro, sem lançamentos e custosos anúncios que chamaram a nossa atenção.
Quando um Professor da USP me diz que espera ansiosamente se aposentar aos 70 anos, eu logo penso, com o dinheiro de quem?
99% dos brasileiros contribuem com 25% dos seus salários, e não pensam duas vezes para onde este dinheiro vai. Assustador que seus pais que contribuíram por 30 anos, nunca pensaram no Débito, onde aquela dinheirama toda está sendo investida, se é que está.
E acham que tem o direito de se aposentarem, se o dinheiro sumiu. 
Nem se preocuparam em averiguar se o débito ia para um fundo financeiro e atuarial, como reza a nossa constituição, ou se os nossos Ministros da Fazenda fizeram uso do dinheiro parado por 30 anos. Será que você tem direito a um crédito ? 
Quase todas as minhas críticas aos economistas, gira em torno dos rudimentos de Contabilidade.
Confundem regime de caixa com regime de competência, misturam juros nominais com taxa de desemprego, extraem e exportam minério e não deduzem (o crédito) do nosso patrimônio nacional.
Acham que exportar minério nos faz mais ricos, esquecendo-se que nos faz mais pobres. 
Por isto, vou tentar me lembrar de dar algumas aulas aqui. É tudo muito simples, mas precisa treinamento.
Por isto, um curso de quatro meses é essencial.
Não conheço nenhuma pessoa rica que não entenda de Contabilidade. Uma das razões na nossa pobreza endêmica.

domingo, 19 de junho de 2011


      Eles não querem só dinheiro


Uma pesquisa mostra que, para os jovens de 18 a 24 anos, satisfação pessoal e relevância social já são aspectos mais importantes no trabalho do que altos salários.

Thiago Silva, do Banco União Sampaio, Bertoldo, da IBM, e Araujo, da Echo Music

Germano Lüders/EXAME.com
Thiago Silva, do Banco União Sampaio, Bertoldo, da IBM, e Araujo, da Echo Music: em busca de propósitos
Os três jovens paulistas da foto acima compartilham o mesmo sonho. Patrick de Queiroz Bertoldo tem 20 anos, estuda comércio exterior no Senac, em São Paulo, e faz estágio na IBM. Bruno Barbosa de Araujo, de 23 anos, é presidente da fabricante de instrumentos musicais Echo Music.
Aos 22, Thiago Vinícius da Silva é fundador e analista de crédito do Banco Comunitário União Sampaio, no Jardim Maria Sampaio, na extrema zona sul da capital. São histórias de vida diferentes, mas os três dizem desejar, por meio do trabalho, fazer do Brasil um país melhor.
Jovens costumam ser sonhadores, às vezes utópicos, e coletivistas — um comportamento que tende a mudar tão logo as responsabilidades da maturidade e do mercado de trabalho se impõem. Mas, ao que tudo indica, a nova geração que começa agora a entrar nas empresas tem algo diferente.
Um estudo feito pela agência de pesquisas Box1824 e pelo Datafolha revela que Patricks, Brunos e Thiagos podem ser encontrados em todos os cantos do país. Depois de entrevistar mais de 3 000 pessoas de 18 a 24 anos em bares, parques e universidades, os pesquisadores descobriram que 90% dos jovens brasileiros querem um trabalho que contribua com a sociedade.
Além disso, apenas quatro em cada dez entrevistados apontam o salário como fator principal na hora de escolher um emprego. Ascender rapidamente e ganhar muito dinheiro já não é prioridade para uma enorme fatia da chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir da década de 80.
“A pesquisa reflete um momento de otimismo inédito no país”, diz Carla Mayumi, sócia da Box1824. “Os jovens querem fazer sua parte para melhorar a sociedade e já não têm tanta pressa em ficar ricos, como era a regra há pouco tempo.”
Para essa garotada, o tamanho ou a história das organizações não faz diferença na hora de escolher um trabalho. “Essa é a primeira geração que prefere avaliar os valores das companhias”, afirmam as psicólogas americanas April Perrymore e Nicole Lipkin, no livro A Geração Y no Trabalho.
“Eles já agem assim na hora de escolher produtos num supermercado. Imagine para decidir onde querem trabalhar!”  Para a maioria das empresas, essa visão “paz e amor” é um tremendo desafio, já que instrumentos de atração e manutenção de talentos utilizados até agora têm pouco — ou nenhum — efeito sobre os jovens.
“As empresas que não conseguirem mostrar sua contribuição à sociedade terão muita dificuldade para atrair gente boa”, afirma Paulo Mendes, sócio da empresa de recrutamento 2Get.
FONTE: www.exame.com.br

domingo, 12 de junho de 2011

      Dicas para melhorar sua linguagem corporal


Uma boa postura pode ser fundamental para ser visto como líder



Goste ou não seu corpo e postura dizem muito sobre você, mesmo que esteja apenas em silêncio. Portanto tenha em mente algumas dicas de como estar com a postura correta para um líder:



1) Postura erguida
Mantenha seus ombros para trás e uma postura erguida, isso passará impressão de confiança para sua equipe.


2) Tire as mãos do bolso

Colocar a mão nos bolsos é visto como um sinal de que você tem algo a esconder. Evite essa postura enquanto estiver no trabalho.


3) Ficar com os braços cruzados nas costas

Isso ajudará a manter uma boa postura, além de mostrar suas mãos abertas e sem se sentir intimidado.


4) Faça contato visual

Sempre olhe diretamente nos olhos da pessoa que está conversando. Isso passará confiança no que está sendo dito.


5) Sente-se reto

Mesmo que esteja em uma reunião às 8h da manhã, cansado e sonolento é importante sentar reto na cadeira. Não estar com a postura correta pode passar a ideia de que está desinteressado no assunto, além de parecer muito preguiçoso.


6) Olhe para a pessoa que fala

Isso mostra que está interessado e participativo na conversa.


7) Dê as mãos com firmeza

Para muitos o aperto de mãos é a reflexão da pessoa, portanto, passe nesse gesto profissionalismo e confiança.


8) Sorria sempre

Sorrir é contagiante e fará com que os outros se sentem muito bem perto de você.


9) Vista-se bem

Você não precisa estar vestido como uma roupa diferente todo o dia, mas é importante estar com uma roupa limpa e apropriada para o trabalho e eventuais reuniões. Roupas têm um grande impacto em como as pessoas te vêem.


10) Ande com confiança

Mantenha a cabeça erguida e dê passos firmes.

Fonte: www.universia.com.br

A Era do Administrador?



Por que os Estados Unidos são o país mais bem-sucedido do mundo?
Porque são um país que resolveu o problema da miséria e da estagnação econômica, ao contrário do Brasil?
O segredo americano, e que você jamais encontrará 
em nenhum livro de economia, é que os Estados Unidos são um país bem administrado, um país administrado por profissionais.
Dezenove por cento dos graduados de universidades americanas são formados em administração.
Administração é a profissão mais frequente, e portanto a que dá o tom ao resto da nação.

Engenheiros fazem MBA, advogados fazem MBA, economistas como Michael Porter fazem MBA, o que os tornam pessoas que conseguem tirar projetos do papel. 
Como eles se encontram finalmente juntos numa sala da aula, criam empresas das mais variadas, do que escritorios de advocacia, consultorias de economia, e escritórios de engenharia.
Infelizmente, o Brasil nunca foi bem administrado.
Sempre fomos "administrados" por profissionais de outras áreas, desde nossas empresas até o governo.
Até recentemente, tínhamos somente quatro cursos de pós-graduação em administração, um absurdo! 
De 1832 a 1964 a profissão mais frequente no Brasil era a de advogado, e foi essa a profissão que exerceu a maior influência no país.
Tanto que nos deu a maioria de nossos presidentes até 1964.
A revolução de 1964 acabou com a era do advogado e a legalidade.
A maioria dos advogados, engenheiros, sociológos e administradores se recusaram a colaborar com a Ditadura Militar e infelizmente fomos traídos pelos economistas, que assumiram a maioria dos postos da ditadura. Fazenda, Planejamento, Banco Central, BNDES, e conseguiram quase monopólio que dura até hoje.
Nos próximos dez anos achei que tudo isto lentamente mudaria. O Brasil já tem 2.300 cursos de administração, contra 350 em 1994.
Estamos logo depois dos Estados Unidos e da Índia.
Administração já é hoje a profissão mais frequente deste país, com 18% dos formandos.
Antes, nossos gênios escolhiam medicina, direito e engenharia. Agora escolhem medicina, administração e direito, nessa ordem.
Há dez anos tínhamos apenas 200.000 administradores, e só 5% das empresas contavam com um profissional para tocá-las.
O resto era dirigido por "empresários" que aprendiam administração no tapa. Como o Sandoval do Panamericano e seu livro "Aprendendo Fazendo". O custo de aprendizado quebrou o banco.
Por isso, até hoje 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó. E por isto os juros são caros, a inadimplência é elevada.
O que o aumento da participação dos administradores na gestão das empresas significará para o Brasil?
Uma nova era que poderia ser muito promissora.
Finalmente poderíamos ser administrados por profissionais, e não por amadores.
Daqui para a frente, 75% das empresas poderiam não quebrar nos primeiros quatro anos de vida, e nossos investimentos poderiam gerar empregos, e não falências.
Em 2011, teremos 2 milhões de administradores formados, e se cada um empregar vinte pessoas haverá 40 milhões de empregos novos. Será o fim da exclusão social.
Administradores nunca foram ouvidos por políticos e deputados nem concorriam a cargos públicos.
A maioria dos nossos ministros e governantes aprendiam administração no próprio cargo, errando a um custo social imenso para a nação.
Foi-se o tempo em que o mundo era simples e não havia necessidade de ter um curso de administração para ser um bom administrador.
Não quero exagerar a importância dos administradores, mas somente lembrar que eles são o elo que faltava.
Ordem não gera progresso, estabilidade econômica não gera crescimento de forma espontânea, sempre há a necessidade de um catalisador.
Não será uma transição fácil, pois as classes dominantes não aceitam dividir o poder que têm. Os economistas não vão largar o poder de 50 anos to fácil. Tivemos dois economistas como candidatos em 2010, teremos mais dois economistas candidatos em 2014, Aécio e Dilma.
Administradores têm pouco espaço na imprensa para defender suas ideias e soluções.
Em pleno século XXI, eu era um dos raros administradores com uma coluna na grande imprensa brasileira a Veja, e mesmo assim mensal, e foi por pouco tempo. Fui substituido por um economista que deixou o governo com 10.000% de inflação anual.
Peter Drucker desde 1950 tinha uma coluna semanal em dezenas de jornais americanos, ele e mais trinta gurus da administração.
Administradores têm outra forma de encarar o mundo.
Eles lutam para criar a riqueza que ainda não temos.
Economistas e intelectuais lutam para distribuir a pouca riqueza que conseguimos criar, o que só tem gerado mais impostos e mais pobreza.
Se esses 2 milhões de jovens administradores que vêm por aí ocuparem o espaço político que merecem, seremos finalmente um país bem administrado, com 500 anos de atraso.
Desejo a todos coragem e boa sorte. A oposição será enorme, e não somente dos economistas. 
Tem muita gente interessada num país mal administrado, onde é mais facil corromper e ser corrompido.


Por: Stephen Kanitz
Fonte: http://blog.kanitz.com.br/ 

domingo, 5 de junho de 2011

Quer ser mais conhecido profissionalmente? Faça a gestão do seu nome

Segundo pesquisa da rede social LinkedIn, CEOs costumam ter versões reduzidas do nome para facilitar aproximações


     Conhecimento, liderança e capacidade de negociação são algumas das características que contribuem para consolidar a marca de um bom executivo ou profissional no mercado. Há outros fatores que ajudam a edificar essa marca, no entanto. Uma delas é o nome. Pelo menos é o que constata uma recente pesquisa da LinkedIn, rede social voltada para contatos profissionais. Segundo ela, há alguns nomes mais comuns entre os entre CEOs (chiefs executives officers).

    No Brasil, o nome que lidera entre os executivos é Roberto, seguido de Antônio, Eduardo, Sergio, Carlos, Luiz, Marcelo, Ricardo, Fernando e Paulo. Na média mundial, o nome que lidera é Peter, seguido de Bob, Jack, Bruce e Fred. Entre as mulheres, Deborah é o primeiro nome do ranking, seguido de Sally, Debora, Cynthia e Carolyn. Enquanto nos EUA, o nome mais comum entre CEOs é Howard, no Canadá é Ray e na Austrália, Mike.

    Embora não haja propriamente um estudo científico sobre o assunto, o editor do livro NAMES: A Journal of Onomastics (publicação da Sociedade Americana de Nomes) e professor de línguas clássicas e modernas na Universidade de Louisville, Frank Nuessel, aponta que os hipocorismos (formas mais curtas de determinado nome, como Bob para Robert) possam ser utilizados em situações íntimas, por meio de apelidos ou expressões de carinho.

    “É possível que profissionais da área de vendas nos EUA e os CEOs utilizem esta versão reduzida de seus nomes para facilitar aproximações e acessibilidade para clientes em potencial”, diz Nuessel em nota divulgada pelo LinkedIn.


Gestão do nome

    A especialista em marketing pessoal e etiqueta empresarial, Lígia Marques, acredita que um trabalho específico em cima do nome do profissional, tal qual uma marca, pode ser eficiente. “Temos que trabalhar a nossa marca pessoal de maneira exaustiva, para que ele nos identifique sem enganos. Usar abreviaturas, apelidos, só sobrenome, é tudo uma questão de avaliar o benefício. Sobrenomes são os mais adequados para serem usados quando se quer realmente uma diferenciação. Não devem ser deixados de lado quando usamos o prenome. Sempre juntos é a melhor forma”, recomenda.

    O especialista em branding, Arthur Bender, diz que nomes como Bob, Jack, Max, John ou Peter, para CEOs, são muito mais sonoros e evocam muito mais diferenciação com valor em nosso imaginário de homens poderosos do que, por exemplo, se daria com Reginaldo ou Wanderson. “A lógica é simples e a mesma empregada com marcas corporativas nas suas denominações de marca. Algumas brilhantes que evocam e traduzem o posicionamento e outras com nomes rápidos, sonoros, amigáveis ou nomes com características do seu segmento e público”, analisa.

Simplicidade

    Mas e no Brasil, onde essa realidade não se verifica na pesquisa? “Em alguns países, utilizar o nome sem abreviações pode ser considerado mais profissional, como foi evidenciado na lista dos melhores nomes de CEOs do Linkedin para o Brasil”, diz Nuessel.

    Bender também explica seu ponto de vista sobre essa lógica. “Defendo que o nome deve, em primeiro lugar, gerar o que é fundamental nas marcas: diferenciação - com um certo sentido para o que queremos na vida. Numa segunda instância, facilidade de pronunciar e poder de memorização. Numa sociedade congestionada de apelo de toda ordem e excesso de informação, isso pode fazer uma boa diferença entre profissionais do mesmo calibre”, avalia.

    Os nomes mais simples e diretos, lembra Lígia, podem estar associados com o trabalho desses profissionais para simplificar o tratamento das pessoas. “Após a escolha da marca do profissional, é necessário adotá-la como única, seja através do nome ou da abreviatura. Também é adequado que ele evite atrelar seu nome profissional a determinada companhia, já que o trabalho pode ser passageiro”, lembra Ligia.

    A especialista acrescenta que esse “trabalho de gestão do nome como marca” também requer bom senso na difusão desse conceito. “Não adianta consolidar um nome, ter muitos contatos numa rede social e não ter atenção à foto do avatar, às mensagens publicadas e informações divulgadas”, diz.

Setores

    A pesquisa do LinkedIn mostra também que essa realidade é modificada à medida que mudamos o setor de abordagem. “Não é um segredo que as pessoas associam frequentemente seus nomes aos seus cargos, à empresa em que trabalham ou até mesmo ao seu grau de instrução, de forma a definir a si próprias e suas marcas profissionais,” explica a cientista sênior de dados do LinkedIn, Mônica Rogatti. “O interessante nos dados encontrados é que fomos capazes de descobrir uma correlação entre o nome de um profissional e seu setor ou área de atuação”, acrescenta.

    Dessa forma, algumas áreas tem distinções no levantamento feito pela rede social. A área de recursos humanos, por exemplo, tem como líderes os nomes Emma, Katie, Claire, Jennifer e Natalie.

    Na área de vendas, os nomes líderes são Chip, Todd e Trey, todos nomes mais curtos e de fácil lembrança. Situação diferente ocorre entre profissionais ligados a restaurantes – onde os principais nomes são Thierry, Phillipe e Laurent. Entre os atletas com maior frequência no LinkedIn, estão os nomes Ryan, Matt e Jessica.


FONTE: www.administradores.com.br
Images


A Era do Robô



Se você não lê ficção científica, pergunte a seu 
filho como será o mundo no final do próximo século. 
Ele dirá que os robôs farão praticamente tudo.
Haverá robô para limpar a casa e robô para buscar comida no supermercado.
Já há robô, que chamamos de e-mail, para entregar cartas em todas as partes do mundo.
Daqui a 100 anos, as máquinas farão tudo para nós e ninguém terá de trabalhar.
Estaremos todos em férias.
Há quem diga que será um horror.
Já imaginou todo mundo sem nada para fazer?
A maioria das pessoas já ouviu dizer que, após seis meses, todo aposentado sobe pelas paredes e implora para voltar a trabalhar.
É uma grande mentira.
Para quem se prepara corretamente, a aposentadoria é uma delícia. Eu sei.
Não ter de trabalhar dia nenhum, no futuro, também será.
Dura será a vida desses trabalhomaníacos unidimensionais, que só pensam no batente como forma de se colocar à prova.
Com os robôs suprindo nossas necessidades, poderemos nos devotar a atividades muito mais interessantes do que o trabalho.
São 72 000 livros publicados a cada ano para ser lidos.
Mais de 1 milhão de sites interessantes para pesquisar, 8 000 cursos diferentes em que ingressar.
Isso sem falar do edificante trabalho comunitário e voluntário que pode ocupar as 24 horas do dia.
O grande problema da humanidade não será a vida sem trabalho. Será a transição da era atual para a era do robô.
Quando todo mundo trabalha não há problema. Quando todo mundo viver em férias também não será.
A questão do mundo atual, e poucos políticos percebem isso, é que essa transição já está em curso.
Os economistas sempre acalmaram os trabalhadores com o argumento de que as novas tecnologias que eliminavam alguns empregos ocupariam muito mais pessoas nas indústrias encarregadas de produzir essas tecnologias. Isso de fato aconteceu no passado.
Um dia robô fabricará robô.
Ou seja, desempregados daqui para frente serão desempregados para sempre.
Hoje, 8% do trabalho no mundo já é feito por robôs. Isso vai aumentar rapidamente.
Daqui a pouco serão 25%, 30%, 50%. Em algum momento do futuro, metade da população terá trabalho.
A outra metade, não.
Se essa transição ocorresse em poucos dias, tudo bem. Acontece que ela deve demorar décadas.
O correto, na verdade, seria os países que produzem esses robôs trabalharem cada vez menos.
Nós, enquanto isso, continuaríamos condenados a dar duro oito horas por dia até chegamos ao mesmo padrão de vida deles.
Dessa maneira, o equilíbrio se manteria. Não é o que está acontecendo.
Os americanos, ano após ano, trabalham seis horas a mais em relação ao ano anterior.
Deveriam trabalhar cada vez menos.
Como não fazem isso, os robôs e as tecnologias, em vez de reduzir o trabalho americano, acabam desempregando brasileiros.
Alguém pode dizer que a solução para o problema seria proibir os produtos feitos por robôs de entrar no Brasil.
(Se artigos produzidos por mão-de-obra infantil no fundo desempregam adultos americanos e, por essa razão, não podem ser exportados, por que não tomamos uma atitude semelhante contra os produtos que tiram a ocupação dos adultos brasileiros?)
A solução, porém, não é essa.
O problema do mundo não é econômico, é de estilo de vida.
Precisamos encontrar um jeito de convencer os povos dos países desenvolvidos a relaxar, a curtir a vida.
Poderíamos, por exemplo, mandar fazer uns adesivos para os carros deles com frases como "Take it easy", "Curta a vida", "Carpe diem", enfim "Relax".
Povos como os americanos e os japoneses precisam aprender a trabalhar menos, a cuidar mais de suas famílias e a tirar mais férias, de preferência em praias brasileiras.
Tem gente que acha o máximo tudo o que vem dos Estados Unidos, especialmente na área de administração e de negócios.
Eu acho o máximo que o brasileiro ponha a família em primeiro lugar.
Que o Brasil tire férias em dezembro e só retome o ritmo depois do Carnaval.
Que o país inteiro pare durante a Copa do Mundo.
Que toda criança brasileira saiba dançar e batucar. Estamos mil vezes mais bem preparados para a era do robô do que os anglo-saxões e os orientais.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1580, ano 32, nº 2, 13 de janeiro de 1999, página 12