sábado, 14 de maio de 2011

Administração Pública

COLUNA NO GLOBO

Brigas e barreiras

O governo nada fará na política de defesa comercial que fira as regras da Organização Mundial do Comércio, segundo garantiu ontem o ministro Fernando Pimentel. Ele negou inclusive que a medida fosse contra a Argentina: “Queremos apenas analisar o salto nas importações de carros”, me disse. O governo deve abrir uma investigação de triangulação no caso dos calçados.
Pimentel disse que as medidas tomadas na área automobilística — suspensão da licença automática — não são protecionismo, nem estratégia de retaliação à Argentina, como foram entendidas, mas apenas cautela para entender o que está havendo:
— Em 2010, o saldo comercial do setor ficou negativo em US$ 780 milhões. De janeiro a abril, pulou para US$ 1,9 bilhão.
Ele acha que é preciso monitorar esse aumento forte das importações, e lembra que isso é permitido pela OMC, desde que a concessão da licença de importação não demore mais que 60 dias.
— Não ultrapassaremos esse prazo de maneira alguma.
Na Argentina, a retenção de produtos brasileiros já chega em alguns casos a 300 dias e tem todos os sinais de protecionismo mesmo. Pimentel disse que vai abrir uma investigação para analisar os indícios de que a China está aproveitando brechas do Mercosul para trazer calçados, entrar em um dos países do bloco, e de lá mandar para o Brasil.
O ministro quer ter uma política comercial mais ativa, de defesa comercial como ele diz, mas que não fira qualquer regra internacional de comércio que caracterize protecionismo.
Defesa comercial todos os países fazem e é previsto dentro da OMC. O difícil é separar medidas de proteção contra o comércio desleal do atendimento aos lobbies para a defesa de interesses setoriais, o chamado protecionismo.
A Argentina hoje é destino de 9,2% das exportações brasileiras; tanto quanto os Estados Unidos, que recebe 9,6% do que exportamos; mais do que o dobro do que o Brasil vende para a Alemanha, que fica com apenas 4%. Portanto, é preciso saber como lidar com o vizinho complicado, com o qual temos densas relações comerciais.
O Brasil está numa situação complexa no comércio internacional. Ainda tem superávit, graças principalmente a onda de alta das commodities e às exportações do agronegócio. A indústria é fortemente deficitária. O câmbio joga contra porque o real está muito valorizado e isso não vai mudar tão cedo. Alguns setores reclamam com razão das práticas desleais de comércio de outros países; outros reclamam por oportunismo. Se não souber separar os dois, o Brasil pode entrar no caminho equivocado de proteger setores.
Problema mais complexo é a triangulação que a China faz para aproveitar vantagens concedidas a países do Mercosul. Quando a China enfrenta uma barreira antidumping, ela passeia com a mercadoria por outros países para contornar a medida. Além disso, ela representa uma complicação por ter o câmbio artificialmente desvalorizado, o que lhe dá uma vantagem indevida na competição pelos mercados. Esta semana o governo brasileiro conseguiu uma vitória que é simbólica, já que não tem consequência imediata, mas importante porque firma um princípio. Conseguiu que a Organização Mundial do Comércio inclua o câmbio como parte das suas análises. A OMC é a sucessora do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) firmado no mundo de câmbio fixo do pós-guerra. Hoje a arma mais poderosa — e mais desleal — na competição entre os países é manter a moeda desvalorizada. Os EUA fazem isso com o excesso da emissão monetária, a China faz isso controlando o preço da moeda. 
Isso distorce todo o comércio internacional.

Outro evento na área comercial foi o anúncio da União Europeia de que pode retirar o país do Sistema Geral de Preferências. O Itamaraty protestou. O SGP é velho de décadas e é uma concessão feita a países pobres para que eles tenham acesso aos mercados dos países ricos.
Melhor seria brigar por comércio mais livre. Sem as barreiras não tarifárias, cotas, subsídios internos a determinados produtos, o Brasil poderia exportar muito mais para a União Europeia.
O embaixador e conselheiro da Fiesp Rubens Barbosa explicou que o SGP não é negociado de governo a governo, portanto é inútil o Itamaraty protestar. É uma liberalidade voluntária, unilateral, concedida a empresas pela Europa, Japão e EUA:
— Não sabemos o que queremos: somos a 7 economia mundial, mas queremos continuar recebendo vantagem de país pobre. O problema não é perder o benefício, é o governo não fazer esforço para reduzir o custo Brasil.
Há várias frentes de briga no comércio internacional. A menos aconselhável é a de tomar decisões para proteger setores. A semana termina com uma questão: o que não está resolvido é a enorme contradição de o principal parceiro no único bloco a que pertencemos, que tem tantas vantagens no mercado brasileiro, impor barreiras contra 600 produtos, criar regras que mantêm parados nos portos vários produtos exportados pelo Brasil. O Mercosul precisa de uma boa revisão para o balanço de vantagens e desvantagens da sua própria existência e uma estratégia para o futuro.
*Postado pelo Blog da Míriam Leitão

terça-feira, 26 de abril de 2011

É tempo de Contabilidade para o crescimento

     Mudanças. Essa é a palavra que os profissionais da contabilidade mais têm ouvido nos últimos anos. As alterações que ocorreram na legislação contábil exigiram adaptações, estudo e dedicação extrema - preço a ser pago para se adequar no mercado globalizado e em constante mutação. É indiscutível o salto que a contabilidade deu. Talvez uma das profissões que mais evoluiu em termos de regulamentação e mais se beneficiou com o uso de novas ferramentas tecnológicas. Mas os reflexos da evolução dos tempos vão além. Muitos contadores e técnicos em contabilidade foram obrigados a abandonar a posição de “agentes da área fiscal e tributária” e passaram a interagir e a transitar em situações que envolvem a tomada de decisões, tanto no mercado interno quanto no externo, estreitando laços com economias de países até pouco tempo considerados longínquos. Agora, a China fica logo ali.
     A nossa área de atuação se expandiu e o reconhecimento da importância da contabilidade pela sociedade está crescendo. A adoção, por parte do Brasil, dos padrões internacionais de contabilidade contribuiu muito para o avanço da profissão. Hoje falamos uma linguagem contábil única entre mais de cem países. Esse fato, é bem verdade, exigiu uma maior qualificação e uma mudança de perfil, porém, abriu ainda mais as portas do mercado. Hoje, os profissionais que atuam na área contábil tornaram-se menos operacionais e mais gerenciadores de informações e partícipes das decisões estratégicas das organizações.
     A demanda por profissionais especializados aumenta diariamente e é perceptível no nosso meio contábil. Colegas, há 85 anos, ou seja, em 25 de abril de 1926, o senador João Lyra, em discurso, enalteceu a classe contábil brasileira e defendeu a regulamentação da profissão contábil no Congresso Nacional. Evoluímos e muito, tanto em representatividade perante a sociedade quanto em importância dentro das organizações empresariais, no setor público e no setor privado. Somos 500 mil profissionais no Brasil e no Rio Grande do Sul cerca de 40 mil, dispostos a colaborar com a preservação e crescimento de todo o patrimônio gerado nesta Nação. Parabéns e um forte abraço a todos os contadores e técnicos em contabilidade.
Presidente do Conselho Regional de Contabilidade/RS
Zulmir Breda
Jornal do Comércio / RS

terça-feira, 8 de março de 2011

O SEBRAE e o Microcrédito

     
  Para complementar o último post, decidi pesquisar a visão do Sebrae com relação ao Microcrédito.

Características do microcrédito

     Os financiamentos concedidos pelas instituições de microcrédito geralmente observam algumas características, que são as seguintes: 


- O microcrédito é voltado ao financiamento das atividades produtivas dos pequenos empreendedores. Raramente financia o consumo. 

- O montante do financiamento é compatível com as necessidades do negócio e a sua capacidade de pagamento. Nas renovações de crédito, os valores poderão ser crescentes. 
- As taxas de juros geralmente são as praticadas no mercado. 
- As garantias exigidas pelas instituições de microcrédito são mais simples e de acordo com as condições dos pequenos empreendimentos. Dessa forma, solicitações de garantias reais (patrimônio) são raras. As formas mais praticadas são: aval solidário (grupo de pessoas que tomam crédito e prestam aval solidariamente) e aval individual, esse geralmente representado por um avalista ou pessoa conhecida. 
- Os prazos de pagamento geralmente são curtos e sempre ligados à finalidade do financiamento e ao fluxo de caixa da atividade empresarial. Como exemplo, o financiamento de capital de giro, que ocorre de acordo com o giro das mercadorias ou da produção e comercialização. Nos casos de investimentos em máquinas, os prazos poderão ser mais longos na medida da capacidade de retorno financeiro do investimento. 
- Os prazos para liberação dos recursos variam de instituição para instituição. No entanto, o crédito é rápido, pois busca permitir que o cliente aproveite a oportunidade de negócio. 
- Exigências de documentos e de outras burocracias dependem de normas de cada instituição. Contudo, o microcrédito é caracterizado pela simplicidade e agilidade na análise, aprovação e liberação dos recursos. 
- Sistematicamente, o agente de crédito visita o empreendimento financiado e acompanha a aplicação dos recursos e o desenvolvimento do negócio. Nessa oportunidade, o empreendedor poderá receber orientação quanto às práticas básicas para uma boa administração dos recursos e do negócio.

Microcrédito: quem pode ter acesso
Exigências que cada instituição operadora faz ao empreendedor interessado em ter acesso ao microcrédito


     O microcrédito é uma modalidade de crédito desenvolvida para o atendimento dos pequenos empreendimentos, sejam eles formais ou informais. Portanto, pode ter acesso o empreendedor que toca uma pequena fábrica de fundo de quintal ou mesmo um pequeno negócio formal que necessita de um financiamento para melhorar ou ampliar as suas atividades.

     O microcrédito financia atividades econômicas, raramente o consumo.
     O crédito geralmente está condicionado a determinadas exigências, tais como ter o nome limpo na praça (SPC e SERASA) e ter uma boa relação com a sua comunidade.
     O financiamento poderá estar condicionado a um avalista ou mesmo a um grupo de avalistas que tomam financiamento em grupo.
     Cada instituição de microcrédito tem a sua norma de funcionamento, portanto outras exigências podem ser feitas.

Fonte: www.sebrae.com.br

     Espero ter esclarecido alguma dúvidas, pois pra mim foi muito significante.

Microcrédito e o desenvolvimento da sociedade




       É do conhecimento de todos, que o Brasil é formado majoritariamente pelas classes C e D, e são elas que comandam a nossa economia.  O “povão” é o grande consumidor, é ele que injeta dinheiro de verdade no mercado. Porém,  a falta de oportunidade de prosperar os negócios nessas classes é facilmente notável.  Muitas vezes é a falta de conhecimento que “empaca” o crescimento do empreendimento
      Com tudo isso, andei lendo e pesquisando, que a melhor forma de financiar e ajudar no desenvolvimento dessas classes é com o Microcrédito, pois assim podem investir em um serviço e ambiente de maior qualidade,  e espalhando o brilho do desenvolvimento e do crescimento em determinada região. 
     Mas de nada adianta somente conceder o Microcrédito, dinheiro nas mãos sem o conhecimento, de nada é válido.  Além do crédito, é necessário um acompanhamento desse dinheiro, e principalmente o aconselhamento de como investir e utilizar esse dinheiro. E com isso,  tornando o desenvolvimento acessível a todos os cidadãos, e fazendo com que o “povão” colabore cada vez mais com o crescimento dessa nação tão diversificada.

Mulheres & Mulheres

                                         



          Não é segredo a ninguém, que o mercado atual está indiscutivelmente mais delicado, com uma presença forte das mulheres. Como muitos sabem,  elas por muito tempo foram reprimidas e ofendidas, por simplesmente serem mulheres.  Mas felizmente esse cenário não é o mesmo. Hoje, elas que comandam grande parte da economia mundial. O seu poder de empreender nunca foi segredo a ninguém, enfim hoje as mulheres estão cada vez mais corajosas e  com vontade de entrar mais no mundo dos negócios. 
                                   

Sua delicadeza, organização, sentimentalismo, preocupação ao próprio, são incomparáveis.  E são fatores fundamentais para o crescimento de um ambiente empresarial atual. No Brasil especialmente, o número de mulheres empreendedoras já supera a de homens. Porém, essa “maioria” está em um mercado muito restrito, grande parte é afim com estética, salão de beleza e investimentos com o público e o social. A imagem de investidor se criou como uma peça majoritariamente “masculina” na sociedade,  muitas mulheres tem medo de arriscar a investir em uma carteira de ações por exemplo, o seu sentimentalismo a flor da pele cria essa barreira entre a carteira de investimento e ela mesma.
                                  

Porém esse quadro está mudando, atualmente existem algumas mulheres que se esforçaram, acreditaram e principalmente, lutaram para um lugar no mercado atual. E como não pode ser diferente, eu separei algumas frases dessas guerreiras para ajudarem você mulher, a entrar no mercado agressivo e perigoso das ações.

Aqui estão elas:

“Saia do estágio da negação”

Eliana Bussinger, consultora financeira

“Conheça sobre finanças pessoais”

Monica Saccarelli, diretora do Link Trade, home broker da Link Investimentos

Organize a vida financeira”

Vera Rita de Melo Ferreira, doutora em psicologia econômica e representante no Brasil da IAREP-International Association for Research in Economic Psychology

“Tenha disciplina”

Myrian Lund, professora da FGV-Rio (Fundação Getulio Vargas)


“Analise o montante para investir”

Kelly Trentin, analista chefe da Spinelli

“Busque informações sobre risco”

Tahira Hira, professora de finanças e executiva assistente do presidente da Iowa State University

“Não se assuste com gráficos”

Adriana Feijó, especialista em análise técnica e diretora do site Mulheres de Valores


E com isso, encerro este Post que foi exclusivamente em homenagem a você mulher, que movimenta mesmo sem perceber não só as nossas vidas, mas também a economia de uma nação. Parabéns Mulher!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Redes Sociais versus Aprendizado


         
         Como muitos sabem, sou um apaixonado por Redes Sociais, acho incrível a maneira simples e poderosa que percorrem informações por elas. Porém poucos sabem que é possível utilizá-las como um instrumento de aprendizagem e conhecimento riquíssimo.  E o mais interessante, não importa a sua área, as Redes Sociais tem espaços para todos.
                                

O post de hoje é especial com uma das mais simples e poderosas Redes sociais, o TWITTER. Com ele, bastam apenas 140 caracteres para  explodir uma informação mundialmente. Sinceramente, eu acho o twitter a melhor forma de adquirir informação e conhecimento, pois ele funciona como uma ponte pro conhecimento online,  basta você clicar e se inundar de conhecimento e cultura.  Como não podia ser diferente, hoje eu separei  15 perfis que julgo como fundamentais para universitários em geral,  e mais ainda para estudantes de Administração, Economia e Contabilidade como eu. 

São eles:

@exame_com
@classecontabil
@jornaloglobo
@miriamleitaocom
@euestudante
@Primeirachance
@VEJA
@g1
@vagasja
@meubolsoemdia
@FundacaoEstudar
@mochilacontabil
@focotalentos
@brasil_junior
@admnews
 Caso ainda não está navegando neste mar de conhecimento, não perca tempo e crie sua conta “GRÁTIS”, e aproveite esse mundo que lhe espera, e se você que já está nesse barco, sugue o máximo desses perfis, é muito enriquecedor.    

Boa navegação para todos!

O início



Primeiramente, prazer!  Sei que atualmente a era dos Blogs já não tem tanto brilho como há um tempo, mesmo assim decidi criar esse blog, creio que os jovens universitários de hoje estão sem muita opção de informações, cada vez mais se tornam crias de fontes que padronizam a sociedade, e fazendo assim que o lado crítico e analítico desse jovem seja muito bem oculto.  O jovem de hoje merece destaque, eles estão cada vez mais antenados, plugados, com  a vontade de gritar sua opinião estampado na sua testa.  Hoje em dia não se cria com padrões, se cria com liberdade de expressão e com a inovação a flor da pele. E com essa forma de pensar que inicio esse blog, e com muita inovação e trabalho pela frente.