segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não Quer Ser Enganado? Aprenda Contabilidade.

Images (1)Se eu fosse Ministro da Educação, eu tornaria obrigatório um curso introdutório de Contabilidade para todo curso médio.
Permitiria todos cuidar melhor de suas finanças, e não ser enganados por trapaceiros. 
Mas mais importante, quem estuda Contabilidade observa o mundo sempre de dois ângulos, o famoso ângulo do débito e o ângulo do crédito.
A maioria das demais ciências olha o mundo de um único ângulo, da matéria, da economia, do ponto de vista do trabalhador. São ciências unidimensionais.  
Depois de ser treinado em Contabilidade, você sempre questionará alguns conceitos que contagiam a mente das pessoas. 

Quando alguém me diz que possui um Direito Adquirido, eu sempre respondo "Contra Quem?"
"Como contra quem, contra ninguém, é um direito meu.", como no caso da aposentadoria. 
Mas um contador saberá que os aposentados se aposentam retirando dinheiro da nova geração, o famoso pacto entre gerações que vocês nunca assinaram. 
O direito de um é a obrigação do outro. Débito e Crédito. 
Quando compramos um título público de R$ 100.000,00 sempre questionamos para onde vai este dinheiro, e como o governo vai nos devolver um dia o empréstimo. Compramos um crédito sem saber onde será o débito.
A maioria das pessoas não faz isto, e não sabe que o dinheiro é usado para pagar aposentadorias ou juros de investidores anteriores. Em vez do débito ser um investimento de longo prazo, é uma despesa que desaparecerá para sempre.
Por isto, prefiro comprar ações de empresas sérias, onde o crédito vira um investimento como débito. Os R$ 100.000,00 vão ser investidos em equipamentos produtivos. 
Existem inúmeras situações onde é importante você ver estes dois ângulos sem pensar, como reflexo instintivo.
Débito. Onde foi o dinheiro?
Crédito. De onde veio?
Débito. Para quem é?
Crédito. Quem deu?
Débito. Se eu entrei.
Crédito. Como vou sair? (de um investimento, de uma sociedade, de um contrato) 
Débito. Direitos.
Crédito. Obrigações.
Débito. Se não paguei.
Crédito. Como será a dívida?
Nenhuma outra ciência faz isto, olhar o mundo de dois ângulos continuamente.
Quando um corretor vem nos vender no lançamento um terreno na praia, nós imediatamente pensamos como iremos vender este mesmo terreno no futuro, sem lançamentos e custosos anúncios que chamaram a nossa atenção.
Quando um Professor da USP me diz que espera ansiosamente se aposentar aos 70 anos, eu logo penso, com o dinheiro de quem?
99% dos brasileiros contribuem com 25% dos seus salários, e não pensam duas vezes para onde este dinheiro vai. Assustador que seus pais que contribuíram por 30 anos, nunca pensaram no Débito, onde aquela dinheirama toda está sendo investida, se é que está.
E acham que tem o direito de se aposentarem, se o dinheiro sumiu. 
Nem se preocuparam em averiguar se o débito ia para um fundo financeiro e atuarial, como reza a nossa constituição, ou se os nossos Ministros da Fazenda fizeram uso do dinheiro parado por 30 anos. Será que você tem direito a um crédito ? 
Quase todas as minhas críticas aos economistas, gira em torno dos rudimentos de Contabilidade.
Confundem regime de caixa com regime de competência, misturam juros nominais com taxa de desemprego, extraem e exportam minério e não deduzem (o crédito) do nosso patrimônio nacional.
Acham que exportar minério nos faz mais ricos, esquecendo-se que nos faz mais pobres. 
Por isto, vou tentar me lembrar de dar algumas aulas aqui. É tudo muito simples, mas precisa treinamento.
Por isto, um curso de quatro meses é essencial.
Não conheço nenhuma pessoa rica que não entenda de Contabilidade. Uma das razões na nossa pobreza endêmica.

domingo, 19 de junho de 2011


      Eles não querem só dinheiro


Uma pesquisa mostra que, para os jovens de 18 a 24 anos, satisfação pessoal e relevância social já são aspectos mais importantes no trabalho do que altos salários.

Thiago Silva, do Banco União Sampaio, Bertoldo, da IBM, e Araujo, da Echo Music

Germano Lüders/EXAME.com
Thiago Silva, do Banco União Sampaio, Bertoldo, da IBM, e Araujo, da Echo Music: em busca de propósitos
Os três jovens paulistas da foto acima compartilham o mesmo sonho. Patrick de Queiroz Bertoldo tem 20 anos, estuda comércio exterior no Senac, em São Paulo, e faz estágio na IBM. Bruno Barbosa de Araujo, de 23 anos, é presidente da fabricante de instrumentos musicais Echo Music.
Aos 22, Thiago Vinícius da Silva é fundador e analista de crédito do Banco Comunitário União Sampaio, no Jardim Maria Sampaio, na extrema zona sul da capital. São histórias de vida diferentes, mas os três dizem desejar, por meio do trabalho, fazer do Brasil um país melhor.
Jovens costumam ser sonhadores, às vezes utópicos, e coletivistas — um comportamento que tende a mudar tão logo as responsabilidades da maturidade e do mercado de trabalho se impõem. Mas, ao que tudo indica, a nova geração que começa agora a entrar nas empresas tem algo diferente.
Um estudo feito pela agência de pesquisas Box1824 e pelo Datafolha revela que Patricks, Brunos e Thiagos podem ser encontrados em todos os cantos do país. Depois de entrevistar mais de 3 000 pessoas de 18 a 24 anos em bares, parques e universidades, os pesquisadores descobriram que 90% dos jovens brasileiros querem um trabalho que contribua com a sociedade.
Além disso, apenas quatro em cada dez entrevistados apontam o salário como fator principal na hora de escolher um emprego. Ascender rapidamente e ganhar muito dinheiro já não é prioridade para uma enorme fatia da chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir da década de 80.
“A pesquisa reflete um momento de otimismo inédito no país”, diz Carla Mayumi, sócia da Box1824. “Os jovens querem fazer sua parte para melhorar a sociedade e já não têm tanta pressa em ficar ricos, como era a regra há pouco tempo.”
Para essa garotada, o tamanho ou a história das organizações não faz diferença na hora de escolher um trabalho. “Essa é a primeira geração que prefere avaliar os valores das companhias”, afirmam as psicólogas americanas April Perrymore e Nicole Lipkin, no livro A Geração Y no Trabalho.
“Eles já agem assim na hora de escolher produtos num supermercado. Imagine para decidir onde querem trabalhar!”  Para a maioria das empresas, essa visão “paz e amor” é um tremendo desafio, já que instrumentos de atração e manutenção de talentos utilizados até agora têm pouco — ou nenhum — efeito sobre os jovens.
“As empresas que não conseguirem mostrar sua contribuição à sociedade terão muita dificuldade para atrair gente boa”, afirma Paulo Mendes, sócio da empresa de recrutamento 2Get.
FONTE: www.exame.com.br

domingo, 12 de junho de 2011

      Dicas para melhorar sua linguagem corporal


Uma boa postura pode ser fundamental para ser visto como líder



Goste ou não seu corpo e postura dizem muito sobre você, mesmo que esteja apenas em silêncio. Portanto tenha em mente algumas dicas de como estar com a postura correta para um líder:



1) Postura erguida
Mantenha seus ombros para trás e uma postura erguida, isso passará impressão de confiança para sua equipe.


2) Tire as mãos do bolso

Colocar a mão nos bolsos é visto como um sinal de que você tem algo a esconder. Evite essa postura enquanto estiver no trabalho.


3) Ficar com os braços cruzados nas costas

Isso ajudará a manter uma boa postura, além de mostrar suas mãos abertas e sem se sentir intimidado.


4) Faça contato visual

Sempre olhe diretamente nos olhos da pessoa que está conversando. Isso passará confiança no que está sendo dito.


5) Sente-se reto

Mesmo que esteja em uma reunião às 8h da manhã, cansado e sonolento é importante sentar reto na cadeira. Não estar com a postura correta pode passar a ideia de que está desinteressado no assunto, além de parecer muito preguiçoso.


6) Olhe para a pessoa que fala

Isso mostra que está interessado e participativo na conversa.


7) Dê as mãos com firmeza

Para muitos o aperto de mãos é a reflexão da pessoa, portanto, passe nesse gesto profissionalismo e confiança.


8) Sorria sempre

Sorrir é contagiante e fará com que os outros se sentem muito bem perto de você.


9) Vista-se bem

Você não precisa estar vestido como uma roupa diferente todo o dia, mas é importante estar com uma roupa limpa e apropriada para o trabalho e eventuais reuniões. Roupas têm um grande impacto em como as pessoas te vêem.


10) Ande com confiança

Mantenha a cabeça erguida e dê passos firmes.

Fonte: www.universia.com.br

A Era do Administrador?



Por que os Estados Unidos são o país mais bem-sucedido do mundo?
Porque são um país que resolveu o problema da miséria e da estagnação econômica, ao contrário do Brasil?
O segredo americano, e que você jamais encontrará 
em nenhum livro de economia, é que os Estados Unidos são um país bem administrado, um país administrado por profissionais.
Dezenove por cento dos graduados de universidades americanas são formados em administração.
Administração é a profissão mais frequente, e portanto a que dá o tom ao resto da nação.

Engenheiros fazem MBA, advogados fazem MBA, economistas como Michael Porter fazem MBA, o que os tornam pessoas que conseguem tirar projetos do papel. 
Como eles se encontram finalmente juntos numa sala da aula, criam empresas das mais variadas, do que escritorios de advocacia, consultorias de economia, e escritórios de engenharia.
Infelizmente, o Brasil nunca foi bem administrado.
Sempre fomos "administrados" por profissionais de outras áreas, desde nossas empresas até o governo.
Até recentemente, tínhamos somente quatro cursos de pós-graduação em administração, um absurdo! 
De 1832 a 1964 a profissão mais frequente no Brasil era a de advogado, e foi essa a profissão que exerceu a maior influência no país.
Tanto que nos deu a maioria de nossos presidentes até 1964.
A revolução de 1964 acabou com a era do advogado e a legalidade.
A maioria dos advogados, engenheiros, sociológos e administradores se recusaram a colaborar com a Ditadura Militar e infelizmente fomos traídos pelos economistas, que assumiram a maioria dos postos da ditadura. Fazenda, Planejamento, Banco Central, BNDES, e conseguiram quase monopólio que dura até hoje.
Nos próximos dez anos achei que tudo isto lentamente mudaria. O Brasil já tem 2.300 cursos de administração, contra 350 em 1994.
Estamos logo depois dos Estados Unidos e da Índia.
Administração já é hoje a profissão mais frequente deste país, com 18% dos formandos.
Antes, nossos gênios escolhiam medicina, direito e engenharia. Agora escolhem medicina, administração e direito, nessa ordem.
Há dez anos tínhamos apenas 200.000 administradores, e só 5% das empresas contavam com um profissional para tocá-las.
O resto era dirigido por "empresários" que aprendiam administração no tapa. Como o Sandoval do Panamericano e seu livro "Aprendendo Fazendo". O custo de aprendizado quebrou o banco.
Por isso, até hoje 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó. E por isto os juros são caros, a inadimplência é elevada.
O que o aumento da participação dos administradores na gestão das empresas significará para o Brasil?
Uma nova era que poderia ser muito promissora.
Finalmente poderíamos ser administrados por profissionais, e não por amadores.
Daqui para a frente, 75% das empresas poderiam não quebrar nos primeiros quatro anos de vida, e nossos investimentos poderiam gerar empregos, e não falências.
Em 2011, teremos 2 milhões de administradores formados, e se cada um empregar vinte pessoas haverá 40 milhões de empregos novos. Será o fim da exclusão social.
Administradores nunca foram ouvidos por políticos e deputados nem concorriam a cargos públicos.
A maioria dos nossos ministros e governantes aprendiam administração no próprio cargo, errando a um custo social imenso para a nação.
Foi-se o tempo em que o mundo era simples e não havia necessidade de ter um curso de administração para ser um bom administrador.
Não quero exagerar a importância dos administradores, mas somente lembrar que eles são o elo que faltava.
Ordem não gera progresso, estabilidade econômica não gera crescimento de forma espontânea, sempre há a necessidade de um catalisador.
Não será uma transição fácil, pois as classes dominantes não aceitam dividir o poder que têm. Os economistas não vão largar o poder de 50 anos to fácil. Tivemos dois economistas como candidatos em 2010, teremos mais dois economistas candidatos em 2014, Aécio e Dilma.
Administradores têm pouco espaço na imprensa para defender suas ideias e soluções.
Em pleno século XXI, eu era um dos raros administradores com uma coluna na grande imprensa brasileira a Veja, e mesmo assim mensal, e foi por pouco tempo. Fui substituido por um economista que deixou o governo com 10.000% de inflação anual.
Peter Drucker desde 1950 tinha uma coluna semanal em dezenas de jornais americanos, ele e mais trinta gurus da administração.
Administradores têm outra forma de encarar o mundo.
Eles lutam para criar a riqueza que ainda não temos.
Economistas e intelectuais lutam para distribuir a pouca riqueza que conseguimos criar, o que só tem gerado mais impostos e mais pobreza.
Se esses 2 milhões de jovens administradores que vêm por aí ocuparem o espaço político que merecem, seremos finalmente um país bem administrado, com 500 anos de atraso.
Desejo a todos coragem e boa sorte. A oposição será enorme, e não somente dos economistas. 
Tem muita gente interessada num país mal administrado, onde é mais facil corromper e ser corrompido.


Por: Stephen Kanitz
Fonte: http://blog.kanitz.com.br/ 

domingo, 5 de junho de 2011

Quer ser mais conhecido profissionalmente? Faça a gestão do seu nome

Segundo pesquisa da rede social LinkedIn, CEOs costumam ter versões reduzidas do nome para facilitar aproximações


     Conhecimento, liderança e capacidade de negociação são algumas das características que contribuem para consolidar a marca de um bom executivo ou profissional no mercado. Há outros fatores que ajudam a edificar essa marca, no entanto. Uma delas é o nome. Pelo menos é o que constata uma recente pesquisa da LinkedIn, rede social voltada para contatos profissionais. Segundo ela, há alguns nomes mais comuns entre os entre CEOs (chiefs executives officers).

    No Brasil, o nome que lidera entre os executivos é Roberto, seguido de Antônio, Eduardo, Sergio, Carlos, Luiz, Marcelo, Ricardo, Fernando e Paulo. Na média mundial, o nome que lidera é Peter, seguido de Bob, Jack, Bruce e Fred. Entre as mulheres, Deborah é o primeiro nome do ranking, seguido de Sally, Debora, Cynthia e Carolyn. Enquanto nos EUA, o nome mais comum entre CEOs é Howard, no Canadá é Ray e na Austrália, Mike.

    Embora não haja propriamente um estudo científico sobre o assunto, o editor do livro NAMES: A Journal of Onomastics (publicação da Sociedade Americana de Nomes) e professor de línguas clássicas e modernas na Universidade de Louisville, Frank Nuessel, aponta que os hipocorismos (formas mais curtas de determinado nome, como Bob para Robert) possam ser utilizados em situações íntimas, por meio de apelidos ou expressões de carinho.

    “É possível que profissionais da área de vendas nos EUA e os CEOs utilizem esta versão reduzida de seus nomes para facilitar aproximações e acessibilidade para clientes em potencial”, diz Nuessel em nota divulgada pelo LinkedIn.


Gestão do nome

    A especialista em marketing pessoal e etiqueta empresarial, Lígia Marques, acredita que um trabalho específico em cima do nome do profissional, tal qual uma marca, pode ser eficiente. “Temos que trabalhar a nossa marca pessoal de maneira exaustiva, para que ele nos identifique sem enganos. Usar abreviaturas, apelidos, só sobrenome, é tudo uma questão de avaliar o benefício. Sobrenomes são os mais adequados para serem usados quando se quer realmente uma diferenciação. Não devem ser deixados de lado quando usamos o prenome. Sempre juntos é a melhor forma”, recomenda.

    O especialista em branding, Arthur Bender, diz que nomes como Bob, Jack, Max, John ou Peter, para CEOs, são muito mais sonoros e evocam muito mais diferenciação com valor em nosso imaginário de homens poderosos do que, por exemplo, se daria com Reginaldo ou Wanderson. “A lógica é simples e a mesma empregada com marcas corporativas nas suas denominações de marca. Algumas brilhantes que evocam e traduzem o posicionamento e outras com nomes rápidos, sonoros, amigáveis ou nomes com características do seu segmento e público”, analisa.

Simplicidade

    Mas e no Brasil, onde essa realidade não se verifica na pesquisa? “Em alguns países, utilizar o nome sem abreviações pode ser considerado mais profissional, como foi evidenciado na lista dos melhores nomes de CEOs do Linkedin para o Brasil”, diz Nuessel.

    Bender também explica seu ponto de vista sobre essa lógica. “Defendo que o nome deve, em primeiro lugar, gerar o que é fundamental nas marcas: diferenciação - com um certo sentido para o que queremos na vida. Numa segunda instância, facilidade de pronunciar e poder de memorização. Numa sociedade congestionada de apelo de toda ordem e excesso de informação, isso pode fazer uma boa diferença entre profissionais do mesmo calibre”, avalia.

    Os nomes mais simples e diretos, lembra Lígia, podem estar associados com o trabalho desses profissionais para simplificar o tratamento das pessoas. “Após a escolha da marca do profissional, é necessário adotá-la como única, seja através do nome ou da abreviatura. Também é adequado que ele evite atrelar seu nome profissional a determinada companhia, já que o trabalho pode ser passageiro”, lembra Ligia.

    A especialista acrescenta que esse “trabalho de gestão do nome como marca” também requer bom senso na difusão desse conceito. “Não adianta consolidar um nome, ter muitos contatos numa rede social e não ter atenção à foto do avatar, às mensagens publicadas e informações divulgadas”, diz.

Setores

    A pesquisa do LinkedIn mostra também que essa realidade é modificada à medida que mudamos o setor de abordagem. “Não é um segredo que as pessoas associam frequentemente seus nomes aos seus cargos, à empresa em que trabalham ou até mesmo ao seu grau de instrução, de forma a definir a si próprias e suas marcas profissionais,” explica a cientista sênior de dados do LinkedIn, Mônica Rogatti. “O interessante nos dados encontrados é que fomos capazes de descobrir uma correlação entre o nome de um profissional e seu setor ou área de atuação”, acrescenta.

    Dessa forma, algumas áreas tem distinções no levantamento feito pela rede social. A área de recursos humanos, por exemplo, tem como líderes os nomes Emma, Katie, Claire, Jennifer e Natalie.

    Na área de vendas, os nomes líderes são Chip, Todd e Trey, todos nomes mais curtos e de fácil lembrança. Situação diferente ocorre entre profissionais ligados a restaurantes – onde os principais nomes são Thierry, Phillipe e Laurent. Entre os atletas com maior frequência no LinkedIn, estão os nomes Ryan, Matt e Jessica.


FONTE: www.administradores.com.br
Images


A Era do Robô



Se você não lê ficção científica, pergunte a seu 
filho como será o mundo no final do próximo século. 
Ele dirá que os robôs farão praticamente tudo.
Haverá robô para limpar a casa e robô para buscar comida no supermercado.
Já há robô, que chamamos de e-mail, para entregar cartas em todas as partes do mundo.
Daqui a 100 anos, as máquinas farão tudo para nós e ninguém terá de trabalhar.
Estaremos todos em férias.
Há quem diga que será um horror.
Já imaginou todo mundo sem nada para fazer?
A maioria das pessoas já ouviu dizer que, após seis meses, todo aposentado sobe pelas paredes e implora para voltar a trabalhar.
É uma grande mentira.
Para quem se prepara corretamente, a aposentadoria é uma delícia. Eu sei.
Não ter de trabalhar dia nenhum, no futuro, também será.
Dura será a vida desses trabalhomaníacos unidimensionais, que só pensam no batente como forma de se colocar à prova.
Com os robôs suprindo nossas necessidades, poderemos nos devotar a atividades muito mais interessantes do que o trabalho.
São 72 000 livros publicados a cada ano para ser lidos.
Mais de 1 milhão de sites interessantes para pesquisar, 8 000 cursos diferentes em que ingressar.
Isso sem falar do edificante trabalho comunitário e voluntário que pode ocupar as 24 horas do dia.
O grande problema da humanidade não será a vida sem trabalho. Será a transição da era atual para a era do robô.
Quando todo mundo trabalha não há problema. Quando todo mundo viver em férias também não será.
A questão do mundo atual, e poucos políticos percebem isso, é que essa transição já está em curso.
Os economistas sempre acalmaram os trabalhadores com o argumento de que as novas tecnologias que eliminavam alguns empregos ocupariam muito mais pessoas nas indústrias encarregadas de produzir essas tecnologias. Isso de fato aconteceu no passado.
Um dia robô fabricará robô.
Ou seja, desempregados daqui para frente serão desempregados para sempre.
Hoje, 8% do trabalho no mundo já é feito por robôs. Isso vai aumentar rapidamente.
Daqui a pouco serão 25%, 30%, 50%. Em algum momento do futuro, metade da população terá trabalho.
A outra metade, não.
Se essa transição ocorresse em poucos dias, tudo bem. Acontece que ela deve demorar décadas.
O correto, na verdade, seria os países que produzem esses robôs trabalharem cada vez menos.
Nós, enquanto isso, continuaríamos condenados a dar duro oito horas por dia até chegamos ao mesmo padrão de vida deles.
Dessa maneira, o equilíbrio se manteria. Não é o que está acontecendo.
Os americanos, ano após ano, trabalham seis horas a mais em relação ao ano anterior.
Deveriam trabalhar cada vez menos.
Como não fazem isso, os robôs e as tecnologias, em vez de reduzir o trabalho americano, acabam desempregando brasileiros.
Alguém pode dizer que a solução para o problema seria proibir os produtos feitos por robôs de entrar no Brasil.
(Se artigos produzidos por mão-de-obra infantil no fundo desempregam adultos americanos e, por essa razão, não podem ser exportados, por que não tomamos uma atitude semelhante contra os produtos que tiram a ocupação dos adultos brasileiros?)
A solução, porém, não é essa.
O problema do mundo não é econômico, é de estilo de vida.
Precisamos encontrar um jeito de convencer os povos dos países desenvolvidos a relaxar, a curtir a vida.
Poderíamos, por exemplo, mandar fazer uns adesivos para os carros deles com frases como "Take it easy", "Curta a vida", "Carpe diem", enfim "Relax".
Povos como os americanos e os japoneses precisam aprender a trabalhar menos, a cuidar mais de suas famílias e a tirar mais férias, de preferência em praias brasileiras.
Tem gente que acha o máximo tudo o que vem dos Estados Unidos, especialmente na área de administração e de negócios.
Eu acho o máximo que o brasileiro ponha a família em primeiro lugar.
Que o Brasil tire férias em dezembro e só retome o ritmo depois do Carnaval.
Que o país inteiro pare durante a Copa do Mundo.
Que toda criança brasileira saiba dançar e batucar. Estamos mil vezes mais bem preparados para a era do robô do que os anglo-saxões e os orientais.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1580, ano 32, nº 2, 13 de janeiro de 1999, página 12

sábado, 14 de maio de 2011

Administração Pública

COLUNA NO GLOBO

Brigas e barreiras

O governo nada fará na política de defesa comercial que fira as regras da Organização Mundial do Comércio, segundo garantiu ontem o ministro Fernando Pimentel. Ele negou inclusive que a medida fosse contra a Argentina: “Queremos apenas analisar o salto nas importações de carros”, me disse. O governo deve abrir uma investigação de triangulação no caso dos calçados.
Pimentel disse que as medidas tomadas na área automobilística — suspensão da licença automática — não são protecionismo, nem estratégia de retaliação à Argentina, como foram entendidas, mas apenas cautela para entender o que está havendo:
— Em 2010, o saldo comercial do setor ficou negativo em US$ 780 milhões. De janeiro a abril, pulou para US$ 1,9 bilhão.
Ele acha que é preciso monitorar esse aumento forte das importações, e lembra que isso é permitido pela OMC, desde que a concessão da licença de importação não demore mais que 60 dias.
— Não ultrapassaremos esse prazo de maneira alguma.
Na Argentina, a retenção de produtos brasileiros já chega em alguns casos a 300 dias e tem todos os sinais de protecionismo mesmo. Pimentel disse que vai abrir uma investigação para analisar os indícios de que a China está aproveitando brechas do Mercosul para trazer calçados, entrar em um dos países do bloco, e de lá mandar para o Brasil.
O ministro quer ter uma política comercial mais ativa, de defesa comercial como ele diz, mas que não fira qualquer regra internacional de comércio que caracterize protecionismo.
Defesa comercial todos os países fazem e é previsto dentro da OMC. O difícil é separar medidas de proteção contra o comércio desleal do atendimento aos lobbies para a defesa de interesses setoriais, o chamado protecionismo.
A Argentina hoje é destino de 9,2% das exportações brasileiras; tanto quanto os Estados Unidos, que recebe 9,6% do que exportamos; mais do que o dobro do que o Brasil vende para a Alemanha, que fica com apenas 4%. Portanto, é preciso saber como lidar com o vizinho complicado, com o qual temos densas relações comerciais.
O Brasil está numa situação complexa no comércio internacional. Ainda tem superávit, graças principalmente a onda de alta das commodities e às exportações do agronegócio. A indústria é fortemente deficitária. O câmbio joga contra porque o real está muito valorizado e isso não vai mudar tão cedo. Alguns setores reclamam com razão das práticas desleais de comércio de outros países; outros reclamam por oportunismo. Se não souber separar os dois, o Brasil pode entrar no caminho equivocado de proteger setores.
Problema mais complexo é a triangulação que a China faz para aproveitar vantagens concedidas a países do Mercosul. Quando a China enfrenta uma barreira antidumping, ela passeia com a mercadoria por outros países para contornar a medida. Além disso, ela representa uma complicação por ter o câmbio artificialmente desvalorizado, o que lhe dá uma vantagem indevida na competição pelos mercados. Esta semana o governo brasileiro conseguiu uma vitória que é simbólica, já que não tem consequência imediata, mas importante porque firma um princípio. Conseguiu que a Organização Mundial do Comércio inclua o câmbio como parte das suas análises. A OMC é a sucessora do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) firmado no mundo de câmbio fixo do pós-guerra. Hoje a arma mais poderosa — e mais desleal — na competição entre os países é manter a moeda desvalorizada. Os EUA fazem isso com o excesso da emissão monetária, a China faz isso controlando o preço da moeda. 
Isso distorce todo o comércio internacional.

Outro evento na área comercial foi o anúncio da União Europeia de que pode retirar o país do Sistema Geral de Preferências. O Itamaraty protestou. O SGP é velho de décadas e é uma concessão feita a países pobres para que eles tenham acesso aos mercados dos países ricos.
Melhor seria brigar por comércio mais livre. Sem as barreiras não tarifárias, cotas, subsídios internos a determinados produtos, o Brasil poderia exportar muito mais para a União Europeia.
O embaixador e conselheiro da Fiesp Rubens Barbosa explicou que o SGP não é negociado de governo a governo, portanto é inútil o Itamaraty protestar. É uma liberalidade voluntária, unilateral, concedida a empresas pela Europa, Japão e EUA:
— Não sabemos o que queremos: somos a 7 economia mundial, mas queremos continuar recebendo vantagem de país pobre. O problema não é perder o benefício, é o governo não fazer esforço para reduzir o custo Brasil.
Há várias frentes de briga no comércio internacional. A menos aconselhável é a de tomar decisões para proteger setores. A semana termina com uma questão: o que não está resolvido é a enorme contradição de o principal parceiro no único bloco a que pertencemos, que tem tantas vantagens no mercado brasileiro, impor barreiras contra 600 produtos, criar regras que mantêm parados nos portos vários produtos exportados pelo Brasil. O Mercosul precisa de uma boa revisão para o balanço de vantagens e desvantagens da sua própria existência e uma estratégia para o futuro.
*Postado pelo Blog da Míriam Leitão

terça-feira, 26 de abril de 2011

É tempo de Contabilidade para o crescimento

     Mudanças. Essa é a palavra que os profissionais da contabilidade mais têm ouvido nos últimos anos. As alterações que ocorreram na legislação contábil exigiram adaptações, estudo e dedicação extrema - preço a ser pago para se adequar no mercado globalizado e em constante mutação. É indiscutível o salto que a contabilidade deu. Talvez uma das profissões que mais evoluiu em termos de regulamentação e mais se beneficiou com o uso de novas ferramentas tecnológicas. Mas os reflexos da evolução dos tempos vão além. Muitos contadores e técnicos em contabilidade foram obrigados a abandonar a posição de “agentes da área fiscal e tributária” e passaram a interagir e a transitar em situações que envolvem a tomada de decisões, tanto no mercado interno quanto no externo, estreitando laços com economias de países até pouco tempo considerados longínquos. Agora, a China fica logo ali.
     A nossa área de atuação se expandiu e o reconhecimento da importância da contabilidade pela sociedade está crescendo. A adoção, por parte do Brasil, dos padrões internacionais de contabilidade contribuiu muito para o avanço da profissão. Hoje falamos uma linguagem contábil única entre mais de cem países. Esse fato, é bem verdade, exigiu uma maior qualificação e uma mudança de perfil, porém, abriu ainda mais as portas do mercado. Hoje, os profissionais que atuam na área contábil tornaram-se menos operacionais e mais gerenciadores de informações e partícipes das decisões estratégicas das organizações.
     A demanda por profissionais especializados aumenta diariamente e é perceptível no nosso meio contábil. Colegas, há 85 anos, ou seja, em 25 de abril de 1926, o senador João Lyra, em discurso, enalteceu a classe contábil brasileira e defendeu a regulamentação da profissão contábil no Congresso Nacional. Evoluímos e muito, tanto em representatividade perante a sociedade quanto em importância dentro das organizações empresariais, no setor público e no setor privado. Somos 500 mil profissionais no Brasil e no Rio Grande do Sul cerca de 40 mil, dispostos a colaborar com a preservação e crescimento de todo o patrimônio gerado nesta Nação. Parabéns e um forte abraço a todos os contadores e técnicos em contabilidade.
Presidente do Conselho Regional de Contabilidade/RS
Zulmir Breda
Jornal do Comércio / RS

terça-feira, 8 de março de 2011

O SEBRAE e o Microcrédito

     
  Para complementar o último post, decidi pesquisar a visão do Sebrae com relação ao Microcrédito.

Características do microcrédito

     Os financiamentos concedidos pelas instituições de microcrédito geralmente observam algumas características, que são as seguintes: 


- O microcrédito é voltado ao financiamento das atividades produtivas dos pequenos empreendedores. Raramente financia o consumo. 

- O montante do financiamento é compatível com as necessidades do negócio e a sua capacidade de pagamento. Nas renovações de crédito, os valores poderão ser crescentes. 
- As taxas de juros geralmente são as praticadas no mercado. 
- As garantias exigidas pelas instituições de microcrédito são mais simples e de acordo com as condições dos pequenos empreendimentos. Dessa forma, solicitações de garantias reais (patrimônio) são raras. As formas mais praticadas são: aval solidário (grupo de pessoas que tomam crédito e prestam aval solidariamente) e aval individual, esse geralmente representado por um avalista ou pessoa conhecida. 
- Os prazos de pagamento geralmente são curtos e sempre ligados à finalidade do financiamento e ao fluxo de caixa da atividade empresarial. Como exemplo, o financiamento de capital de giro, que ocorre de acordo com o giro das mercadorias ou da produção e comercialização. Nos casos de investimentos em máquinas, os prazos poderão ser mais longos na medida da capacidade de retorno financeiro do investimento. 
- Os prazos para liberação dos recursos variam de instituição para instituição. No entanto, o crédito é rápido, pois busca permitir que o cliente aproveite a oportunidade de negócio. 
- Exigências de documentos e de outras burocracias dependem de normas de cada instituição. Contudo, o microcrédito é caracterizado pela simplicidade e agilidade na análise, aprovação e liberação dos recursos. 
- Sistematicamente, o agente de crédito visita o empreendimento financiado e acompanha a aplicação dos recursos e o desenvolvimento do negócio. Nessa oportunidade, o empreendedor poderá receber orientação quanto às práticas básicas para uma boa administração dos recursos e do negócio.

Microcrédito: quem pode ter acesso
Exigências que cada instituição operadora faz ao empreendedor interessado em ter acesso ao microcrédito


     O microcrédito é uma modalidade de crédito desenvolvida para o atendimento dos pequenos empreendimentos, sejam eles formais ou informais. Portanto, pode ter acesso o empreendedor que toca uma pequena fábrica de fundo de quintal ou mesmo um pequeno negócio formal que necessita de um financiamento para melhorar ou ampliar as suas atividades.

     O microcrédito financia atividades econômicas, raramente o consumo.
     O crédito geralmente está condicionado a determinadas exigências, tais como ter o nome limpo na praça (SPC e SERASA) e ter uma boa relação com a sua comunidade.
     O financiamento poderá estar condicionado a um avalista ou mesmo a um grupo de avalistas que tomam financiamento em grupo.
     Cada instituição de microcrédito tem a sua norma de funcionamento, portanto outras exigências podem ser feitas.

Fonte: www.sebrae.com.br

     Espero ter esclarecido alguma dúvidas, pois pra mim foi muito significante.

Microcrédito e o desenvolvimento da sociedade




       É do conhecimento de todos, que o Brasil é formado majoritariamente pelas classes C e D, e são elas que comandam a nossa economia.  O “povão” é o grande consumidor, é ele que injeta dinheiro de verdade no mercado. Porém,  a falta de oportunidade de prosperar os negócios nessas classes é facilmente notável.  Muitas vezes é a falta de conhecimento que “empaca” o crescimento do empreendimento
      Com tudo isso, andei lendo e pesquisando, que a melhor forma de financiar e ajudar no desenvolvimento dessas classes é com o Microcrédito, pois assim podem investir em um serviço e ambiente de maior qualidade,  e espalhando o brilho do desenvolvimento e do crescimento em determinada região. 
     Mas de nada adianta somente conceder o Microcrédito, dinheiro nas mãos sem o conhecimento, de nada é válido.  Além do crédito, é necessário um acompanhamento desse dinheiro, e principalmente o aconselhamento de como investir e utilizar esse dinheiro. E com isso,  tornando o desenvolvimento acessível a todos os cidadãos, e fazendo com que o “povão” colabore cada vez mais com o crescimento dessa nação tão diversificada.